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Fate: convocando Kratos como Berserk

Ronaldo_Farinha
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Chapter 1 - Fate: convocando Kratos como Berserk

O ar no porão da antiga mansão em Fuyuki estava denso, saturado com o cheiro de ozônio e sangue caprino. No centro do piso de pedra, o círculo mágico traçado com precisão cirúrgica pulsava com uma luz carmesim violenta.

O mestre, um jovem mago de uma linhagem decadente chamado Ren, recitava os versos finais do encantamento com a voz trêmula, segurando firmemente seu catalisador: um fragmento de pedra cinzenta, supostamente arrancado das ruínas do Monte Olimpo.

"Pelo ferro e pelo sangue, que o pacto seja selado. Responda ao meu chamado, Espírito Heroico!"

O circuito mágico de Ren queimou como fogo em suas veias. A luz cegou seus olhos e uma onda de choque de pura pressão espiritual o jogou contra a parede. O teto de madeira rangeu. Não parecia a invocação de um servo comum; parecia que a própria gravidade de Fuyuki estava colapsando naquele porão.

Quando a fumaça vermelha e espessa começou a se dissipar, Ren tossiu, tentando recuperar o fôlego. Ele olhou para o centro do círculo.

O que estava ali não era um cavaleiro de armadura brilhante, nem um mago de mantos longos. Era um colosso de pura hostilidade.

Um homem extraordinariamente alto, de pele pálida como cinzas — um branco fantasmagórico que contrastava violentamente com uma tatuagem vermelha que serpenteava seu torso, ombro e rosto. Seus olhos eram fendas de puro ódio contido, cansados, mas infinitamente perigosos. Ele vestia apenas uma kilt de couro esfarrapada, ombreiras de metal batido e protetores de braço de bronze.

Mas o que mais chamava a atenção eram as correntes fundidas à carne de seus antebraços, conectadas a duas lâminas monstruosas, serrilhadas, que emanavam um calor infernal nas suas costas.

O homem olhou para as próprias mãos, fechando os punhos com um estalo seco. O chão sob seus pés rachou. Ele ignorou o mestre a princípio, olhando ao redor como se estivesse avaliando o próprio conceito daquela realidade.

"Você...", Ren gaguejou, levantando a mão direita, onde os três Feitiços de Comando brilhavam em um vermelho vivo. "Você é o meu Servo? Da classe Berserker?"

O gigante lentamente virou a cabeça. O olhar que direcionou a Ren quase fez o coração do jovem parar. Não havia a loucura cega que se espera de um Berserker comum (*Mad Enhancement*). Havia algo pior: uma lucidez fria, brutal e esmagadora.

"Quem é você para ousar me arrancar do meu descanso?"** A voz dele era um trovão de barítono, vibrando nos ossos de Ren.

"Eu sou Ren Seu Mestre! Eu o invoquei usando o Santo Graal para..."

"Eu não sirvo a magos. E não sigo ordens de crianças."** O homem deu um passo à frente. O peso de sua presença (*Presença Divina / Divindade*) era tão sufocante que Ren caiu de joelhos, mal conseguindo respirar.

"Espere! Pelas regras da Guerra do Santo Graal, o vencedor ganha um desejo! Qualquer desejo!" Ren gritou em desespero, jogando sua última carta.

O gigante parou. A palavra "desejo" pareceu ecoar nele de uma forma amarga. Um sorriso sombrio e sem humor cruzou seus lábios ásperos.

"Desejos... são ferramentas dos fracos. Uma ilusão vendida por deuses que se consideram acima dos mortais."Ele olhou para os próprios braços calejados. **"Mas se há uma guerra... haverá sangue. E se há sangue, haverá deuses ou tolos que se acham deuses para sangrar. Diga-me, garoto. Quem é o alvo nesta terra?"**

Ren, trêmulo, mas percebendo que havia sobrevivido, engoliu em seco. "Existem outros seis Servos. Espíritos Heroicos de mitos e lendas. Reis, heróis, semideuses..."

Ao ouvir a palavra semideuses, os olhos do gigante brilharam com uma fúria dourada, quase imperceptível, mas aterrorizante. As lâminas em suas costas fumegaram, o fogo grego despertando em suas bordas.

"Heróis. Semideuses. Reis."O Servo caminhou até a saída do porão, destruindo o batente da porta de madeira apenas com a largura de seus ombros. **"Eles cairão como todos os outros."**

"Espere! Eu não sei o seu nome verdadeiro!", Ren exclamou, seguindo-o desesperadamente, tentando ler os atributos do Servo através do seu painel de status de Mestre, mas os dados estavam borrados, flutuando entre classes como Berserker, Avenger e Saber.

O gigante parou no topo da escada, olhando para a lua cheia que iluminava a cidade de Fuyuki.

"Você me invocou sob a alcunha de um monstro. Mas meu nome... é Kratos. O Fantasma de Esparta."

O Primeiro Confronto: Na Ponte de Fuyuki

Três dias se passaram. A presença de Kratos na guerra quebrou completamente o equilíbrio sutil que os outros magos tentavam manter. Ele não se escondia. Ele não usava a forma espiritual. Ele andava pelas ruas de Fuyuki como uma força da natureza iminente.

Naquela noite, o ar da ponte de Fuyuki ficou gelado. Ren seguia Kratos de longe, apavorado demais para ficar perto, mas sabendo que longe estaria indefeso. No topo de um dos arcos da ponte, uma figura azul e esbelta observava.

Era Lancer, Cu Chulainn. O cão de Chulainn girou sua lança escarlate, *Gae Bolg*, com uma facilidade invejável, um sorriso confiante no rosto.

"Bem, bem... que tipo de monstro o Graal cuspiu desta vez?", Lancer ecoou, sua voz carregada de provocação. "Você não parece um herói, grandão. Parece um demônio que escapou do inferno."

Kratos parou no meio da ponte vazia. Ele não respondeu. Suas mãos desceram lentamente até os punhos das Lâminas do Caos.

"Silencioso, hein? Ótimo. Detesto conversar antes de lutar!", Lancer saltou do arco da ponte como um meteoro azul, descendo com a ponta de sua lança apontada diretamente para o crânio de Kratos.

O impacto foi devastador. Uma explosão de vento varreu a ponte. Mas Lancer franziu o cenho.

Kratos não havia saído do lugar. Ele tinha cruzado os braços acima da cabeça, bloqueando a lança mítica com as Vanguardas de Ouro em seus antebraços. Faíscas mágicas voaram quando o metal divino colidiu.

"Fraco", Kratos rosnou.

Com um movimento violento, Kratos empurrou a lança para o lado e desferiu um soco direto no peito de Lancer. O Servo da lança conseguiu cruzar o cabo da arma bem a tempo, mas a força pura do golpe o isolou pelos ares. Lancer derrapou por trinta metros no asfalto, deixando sulcos profundos no chão.

"Mas que porra de força é essa?! Você é o Berserker?!", Lancer limpou um fio de sangue da boca, seu sorriso se tornando mais selvagem. "Interessante... vamos ver como você lida com isso!"

Lancer recuou, assumindo uma postura baixa. A energia mágica ao redor de sua lança começou a se distorcer, o ar ficando vermelho-sangue. O espaço ao redor dele começou a se deformar — o sinal claro da ativação de um Fantasma Nobre (*Noble Phantasm*).

"Sua identidade não importa. O seu coração me pertence... Gae Bolg!"

A lança foi disparada. Devido à maldição da arma, o efeito de causalidade foi alterado: a lança *já havia perfurado* o coração de Kratos antes mesmo de ser lançada. O destino estava selado. A lança mudou de trajetória no ar de forma impossível, ziguezagueando diretamente para o peito do espartano.

Ren, assistindo de longe, gritou: "Kratos, desvie! É um ataque de acerto inevitável!"

Kratos não se moveu para desviar. Ele deu um passo à frente, abrindo os braços. Se o destino decretava que seu coração seria perfurado, ele aceitaria o destino... para poder quebrá-lo com as próprias mãos.

A Gae Bolg atingiu o peito de Kratos. Houve um som ensurdecedor de carne rasgando e metal perfurando. A lança atravessou seu peitoral esquerdo. Lancer sorriu, esperando o colapso instantâneo do inimigo.

O sorriso de Lancer sumiu quando Kratos nem sequer piscou.

Uma aura de fúria vermelho-escura, densa como sangue fervente, explodiu do corpo de Kratos. A habilidade passiva de Kratos, uma manifestação de sua própria lenda, reescreveu as regras do Graal: A Fúria de Esparta. Ele era um ser que já havia morrido e saído do submundo tantas vezes que o próprio conceito de "morte instantânea" ou "destino fatal" era uma piada para ele. Sua Resistência Mágica e Continuação de Batalha eram de Rank EX.

"Eu... mudei... o meu destino... há eras!", Kratos urrou.

Com a mão esquerda, ele segurou a haste da Gae Bolg, cravada em seu próprio peito. Com um rugido que fez as janelas dos arranha-céus de Fuyuki estourarem, Kratos arrancou a lança de seu próprio corpo**, quebrando a maldição de causalidade pela pura força de sua vontade e ódio. O ferimento começou a fechar instantaneamente, cauterizado pelo calor de sua fúria.

Lancer empalideceu. "Impossível... as regras do mundo..."

"O SEU MUNDO NÃO SIGNIFICA NADA PARA MIM!"

Kratos sacou as Lâminas do Caos. O fogo do submundo grego irrompeu, transformando a ponte de Fuyuki em um inferno de chamas escarlates. Ele girou as correntes. As lâminas rasgaram o ar em arcos cortantes e velozes demais para o olho humano acompanhar.

Lancer, sem sua arma principal, tentou desviar, mas o alcance das correntes era absurdo. Uma das lâminas rasgou sua coxa; a outra cortou seu ombro. Kratos puxou as correntes de volta, trazendo Lancer em sua direção, e o agarrou pelo pescoço com a mão direita.

Kratos ergueu o herói celta como se ele não pesasse nada, seus olhos fixos nos dele.

"Você lutou com bravura, cão. Mas seu mestre é um covarde que se esconde"**, Kratos disse, sentindo a assinatura mágica de Kotomine Kirei observando de longe.

Antes que Kratos pudesse esmagar a traqueia de Lancer, um Feitiço de Comando brilhou em algum lugar da cidade. O corpo de Lancer foi envolvido por uma luz azul e ele desapareceu por invocação forçada, escapando por um fio de cabelo da morte definitiva.

Kratos guardou as lâminas nas costas, o fogo se extinguindo gradualmente. O silêncio voltou à ponte, interrompido apenas pelo som do asfalto derretido. Ren se aproximou, tremendo, olhando para os dados que finalmente se estabilizaram em sua mente. Ele mal conseguia acreditar no que lia.

| Atributo | Rank |

|---|---|

| Classe | Berserker / Avenger (Dupla Classe Oculta) |

| Nome Verdadeiro | Kratos |

| Força| A++ |

| Resistência | EX |

| Agilidade | A |

| Energia Mágica | B |

| Sorte*| C- |

| Fantasmas Nobres:

| Lâminas do Caos (Rank A+ / Anti-Exército) 

|Fúria de Esparta:(Rank EX / Anti-Unidade - Auto) |

Nota do Painel do Graal:Este espírito não pertence à história humana comum. Ele é um "Destruidor de Mitologias". Sua mera presença enfraquece servos com o atributo 'Divindade' ou 'Origem Divina'.

Kratos olhou de soslaio para Ren. O jovem mago caiu de joelhos, exausto apenas pelo consumo passivo de mana que Kratos exigia, embora a maior parte da energia do espartano viesse de sua própria fonte interna de fúria.

"Levante-se, garoto", Kratos ordenou, sua voz voltando ao tom frio e controlado. **"A caçada apenas começou. Avise aos outros magos desta cidade... O Matador de Deuses está aqui."**