Ficool

Chapter 1 - Capítulo 1: Um Novo Começo

A morte, ao contrário do que os filmes e livros prometem, não veio com fanfarra dramática. Nenhum flash de luz cegante, nenhum túnel infinito com vozes ancestrais sussurrando segredos cósmicos. Em vez disso, foi absurdamente mundana: eu, um rapaz de vinte e poucos anos, sozinho no meu quarto bagunçado, assistindo a um anime aleatório enquanto devorava um pacote de confeitos coloridos. Um deles, traiçoeiro e pegajoso, decidiu se alojar na minha garganta. Tossi, engasguei, rolei no chão como um idiota, e então... escuridão. Patético, não? Quem morre engasgando com um doce? Eu, aparentemente.

– Acordando gradualmente, piscando contra uma luz branca e uniforme que preenchia todo o ambiente. –

Abri os olhos devagar, esperando o paraíso, o inferno ou talvez um limbo burocrático. Em vez disso, encontrei-me sentado em uma cadeira desconfortável, do tipo que se vê em salas de espera de dentistas, diante de uma mesa simples e branca. O quarto inteiro era branco – paredes, teto, chão – como se alguém tivesse decidido que o minimalismo era o novo paraíso. E ali, do outro lado da mesa, folheando papéis com uma expressão serena, estava... Morgan Freeman.

'Isso é uma piada cósmica? Ou eu bati a cabeça mais forte do que pensei?' pensei, esfregando os olhos para ter certeza de que não era uma alucinação induzida por falta de oxigênio.

Ele ergueu o olhar, aqueles olhos sábios e penetrantes que eu associava a narradores de documentários sobre o universo, e sorriu levemente. O terno impecável, a voz grave e reconfortante – era ele, ou uma cópia perfeita.

Deus: Bem-vindo, jovem. Vejo que você acordou. Não se preocupe, isso é normal. A transição pode ser... desorientadora.

Eu pisquei, tentando processar. "Transição? Espera, eu morri? Tipo, de verdade?"

Deus: Sim, infelizmente. Ou felizmente, dependendo da perspectiva. Mas sim, você partiu deste mundo.

– Sentando-me mais reto na cadeira, sentindo um frio na espinha apesar da sala ser perfeitamente climatizada. –

"Tenho muitas perguntas, mas não sei se quero as respostas", murmurei, olhando ao redor para o vazio branco. Não havia portas, janelas ou qualquer indício de saída. Apenas nós dois e aquela pilha de papéis.

Deus: "Você sabe que obterá respostas de qualquer maneira, certo?" Ele arqueou uma sobrancelha, o tom indiferente, como se estivesse discutindo o clima.

"Sim, eu sei", respondi, passando a mão pelo rosto, tentando afastar o pânico crescente. "Surpreenda-me, Sr. Freeman."

Deus: "Não há necessidade de tanta formalidade, Kai. Sei que você já sabe as respostas para algumas de suas perguntas." Ele manteve o tom calmo e ponderado, como se estivesse narrando um documentário sobre a vida após a morte.

'Kai? Ele me chamou de Kai? Meu nome era... espere, era mesmo? Tudo parece borrado agora.' Suspirei profundamente, aceitando o absurdo. "Você é Deus e vai julgar minha alma", declarei, olhando para ele relutantemente. O ridículo da situação ainda me atingia como um tapa na cara. "E por acaso do destino, certamente morri por causa do caminhão-kun, né? Clássico isekai."

Deus soltou uma risada baixa, genuína, que ecoou suavemente na sala vazia.: Na verdade, porque você engasgou com um confeito. De uma forma incomum, mas possível. Nada de caminhões mágicos dessa vez.

"Puta merda", xinguei, sentindo o rosto corar de vergonha. "Bem, onde vou parar? Inferno? Paraíso? Ou é tipo um sorteio?"

Deus: Nem um, nem outro. Você será reencarnado em um mundo de Naruto clássico – quatro anos antes do nascimento da geração de Naruto, ou, para ser preciso, quatro anos antes do fim da Terceira Guerra Mundial Shinobi.

– Congelando no lugar, processando as palavras. –

"Ok? Tudo bem, mais alguma coisa?" Olhei para ele com os olhos semicerrados, esperando o inevitável "mas". Porque nada na vida – ou na morte – vem sem um gancho.

Deus: Bem. ele colocou as mãos sobre a mesa, o olhar agora mais direto, como um professor explicando uma lição complexa.: Você poderá escolher suas próprias habilidades e linhagem sanguínea. Um presente, digamos, pela sua... morte peculiar.

Olhei para ele confuso por um instante, o cérebro girando como um disco rígido sobrecarregado. "Eu posso escolher... Qualquer coisa?"

Deus assentiu com a cabeça, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Então, com um sorriso que parecia conter o universo inteiro, ele disse: Sim, diga o nome de algumas habilidades, linhagens sanguíneas, por favor. Sem pressa, temos todo o tempo do mundo – literalmente.

Meu coração acelerou. Isso era real? Eu, um fã de animes, mangás e jogos, tendo a chance de montar um kit de sobrevivência personalizado para o mundo de Naruto? O mundo onde ninjas voam, invocam deuses e destroem montanhas com um selo de mão? 'Isso é o paraíso dos otakus. Mas preciso pensar direito – não posso desperdiçar isso com escolhas ruins.'

Comecei devagar, lembrando-me das habilidades que sempre invejei nos personagens favoritos. "Tudo bem, vamos lá. De Jujutsu Kaisen, quero os poderes, habilidades e inteligência de Satoru Gojo – o Limitless, o Six Eyes, tudo isso. E do Higuruma, só a Expansão de Domínio dele, o Deadly Sentencing. Do Yuji Itadori, a força física, a resistência e as habilidades de combate. E do Dabura Karaba – espere, o Simuriano do módulo JJK, não o de Dragon Ball – a inteligência de combate e os poderes dele."

Deus: Entendido. Continue.

"Além disso, o Mahoraga – só os poderes de adaptação dele, sem a entidade em si. Do Dream, o YouTuber de Minecraft, só a inteligência estratégica dele para survival e builds. Do Demon Slayer, o Transparent World e o Selfless State do Yoriichi Tsugikuni – para ver através das coisas e entrar naquele estado de fluxo perfeito."

Fiz uma pausa, respirando fundo. 'Isso já é insano, mas tem mais. Preciso de versatilidade.' "Do Fate, o Gilgamesh – mas só a linhagem de 2/3 de divindade e os poderes dele, como o Gate of Babylon e a clarividência."

Deus assentiu novamente, anotando algo invisível no ar: Interessante escolhas. Prossiga.

"Agora, algo mais criativo: o modo Criativo de Minecraft, com todos os tipos de mods – mas dependendo do que eu tirar do inventário, vai ter um tempo de recarga diferente. Tipo, itens básicos sem cooldown, mas mods poderosos com longos tempos de espera."

'Perfeito para construção e sobrevivência em um mundo hostil.' Continuei: "Um sistema como os de Solo Leveling e afins, com uma IA de suporte – personalidade misturada de Jarvis e Alfred, você decide o nome, Sr. Morgan. Algo sábio, sarcástico e leal."

Deus sorriu: Vou chamá-lo de Elias. Adequado para um assistente inteligente.

"Elias, ótimo. Agora, todos os poderes elementais de Ninjago – oficiais e não oficiais. Baseados nos Dragões Fonte."

Eu me empolguei, recitando a tabela elemental que eu havia memorizado de cor, inspirado na imagem que flutuava na minha mente: uma grade colorida com categorias como Energy, Motion, Strength, Focus, Life, Flow, Balance e Chaos.

"Começando pela Rama e Derivação do Dragão Fonte de Energia: Energy – Lightning/Eletricidade/Raio/Trovão, Heat, Light, Propulsion."

Deus: "Registrado."

"Rama e Derivação do Dragão Fonte do Movimento: Motion – Fire, Speed, Quake (Terremoto), Sound, Shockwave."

Continuei, detalhando cada um: "Strength – Earth, Metal, Gravity, Fusion, Surface Tension."

"Focus – Ice, Mind, Reflex, Technology, Figment."

"Life – Life/Energy (separada da Energy principal), Nature, Plants, Poison, Size."

Deus ergueu uma sobrancelha: Poison em Life? Interessante interpretação.

"Sim, como venenos naturais de plantas. Flow – Water, Time, Wind, Form, Smoke."

"Balance – Amber, Balance, Shadow."

"E Chaos, da Presa do Trovão – Brute Force, Fear, Swarm, Decay, Misfortune."

Não parei aí: "Incluindo as essências como Golden Power (tudo combinado), Destruction, Creation, Darkness. E elementos não oficiais como Imagination e Portals, como extensões herdáveis."

'Isso me dá controle sobre praticamente tudo – elementos, tempo, mente, criação. Imbatível se eu treinar direito.'

"Por fim, a linhagem Uzumaki – quero ser um parente distante de Naruto, tipo um primo ou algo assim. E todos esses poderes passados adiante como Kekkei Genkai, Mōra ou Tōta – não me importo qual, contanto que sejam hereditários."

A lista se estendeu por o que pareceram horas, cada nome trazendo à tona imagens de batalhas épicas, explosões elementais, adaptações impossíveis e construções infinitas. Eu me sentia como uma criança em uma loja de doces, escolhendo tudo o que podia carregar.

Quando terminei, ofegante, Morgan Freeman – ou Deus – assentiu, um brilho divertido nos olhos: Impressionante, realmente impressionante. Vou conceder tudo isso, mas não vou te dar de graça. Você vai ter que masterizar sozinho, treinando tudo desde o começo. Nada de poderes dominados no dia um – vai ser suor, falhas e crescimento.

'Eu esperava isso. Nada é fácil em histórias assim.' Assenti: "Justo. Mais alguma pegadinha?"

Deus: Para equilibrar as coisas e não tornar sua jornada 'easy mode', vou espalhar várias armas lendárias de múltiplos universos pelo mundo – espadas de Fate, itens de Minecraft, artefatos de Ninjago. Mas com elas virão desafios: entidades de outras realidades surgirão como aliados e inimigos. Demônios de Jujutsu, espíritos de Demon Slayer, talvez até dragões de Ninjago. O mundo não gosta de variáveis como você.

– Sentindo um arrepio de excitação misturada com medo. –

O mundo de Naruto já é perigoso o suficiente com Akatsuki e guerras. Agora com crossovers? Isso vai ser caótico.

Deus: Exatamente. E o destino... também não gosta de ser alterado. Mas você tem liberdade para escolher seu caminho.

"E qual será minha aparência nesse mundo?", perguntei finalmente, a curiosidade me corroendo. Eu não queria renascer como um bebê genérico – precisava de algo único.

Deus pegou um tablet que surgiu do nada em sua mesa, como se o ar o materializasse. Virou a tela para mim. A imagem era nítida e detalhada, baseada em uma arte anime que parecia saída de um estúdio profissional.

A criança na tela era um garoto de cerca de quatro ou cinco anos, com traços suaves e um sorriso leve, confiante. O que mais chamava a atenção era o cabelo espetado e ruivo, com mechas azuis marcantes nas laterais, como se chamas elétricas o tingissem. Heterocromia impressionante: o olho direito verde esmeralda, brilhante como uma floresta viva, e o esquerdo roxo profundo, misterioso como um vazio cósmico. Vestia um quimono curto, estilo shihakusho, totalmente preto, amarrado por uma faixa simples na cintura, dando um ar de jovem shinobi em treinamento. Ao seu lado, uma pequena bolsa de pano marrom presa à cintura, com o nome "KAI" bordado em letras simples.

'Ignorando qualquer bandana ou acessório extra – só isso. Parece legal, único. Vai me destacar em Konoha ou Uzushio.'

Essa será sua nova forma. Disse Deus, um leve sorriso nos lábios: Uma aparência... marcante, digamos assim. Agora, Kai, o mundo de Naruto aguarda. Está pronto para mudar o destino ou seguir o fluxo dos acontecimentos? Ah, e mais uma coisa: vou criar uma história de fundo para você usar como base. O sistema – o Nexus System, com Elias como IA – vai te dar o histórico quando você acordar.

Olhei para a imagem daquela criança, que agora era eu. A ideia de integrar um mundo tão rico e perigoso, com essa nova aparência... Era tudo incrivelmente surreal e, ao mesmo tempo, irresistível. Um sorriso confiante começou a surgir em meus lábios.

"Mais do que pronto, Sr. Freeman. Vamos nessa."

Deus: Então, boa sorte, Kai Uzumaki. Que sua jornada seja épica.

– Sentindo o mundo branco começar a girar, dissolvendo-se em luz. –

Tudo escureceu novamente, mas dessa vez com uma sensação de queda infinita. Quando abri os olhos, não era mais na sala branca. Eu estava em um corpo pequeno, deitado em uma cama simples em uma cabana de madeira. O ar cheirava a sal e mar – Uzushio? Ou algum vilarejo costeiro?

– Piscando, ajustando-me ao corpo novo, sentindo a energia sutil de chakra correndo pelas veias. –

'Ok, isso é real. Hora de começar.'

De repente, uma tela holográfica surgiu diante dos meus olhos, como a imagem que eu imaginava: um painel futurista, neon, com gráficos pulsantes e um display central verde.

[Nexus System: Ding! Bem-vindo, Mestre Kai. Eu sou Elias, sua IA de suporte. Inicializando histórico e status iniciais.]

'Perfeito. Vamos ver o que Deus preparou.'

Elias: [Processando... Histórico: Você é Kai Uzumaki, filho de um clã Uzumaki menor, nascido em um vilarejo remoto próximo a Uzushio, quatro anos antes do fim da Terceira Guerra. Seus pais foram mortos em uma escaramuça, deixando você órfão. Como parente distante de Kushina Uzumaki, você carrega o potencial para selos e vitalidade extrema. Agora, status:]

[Nexus System:

Status:

Nível: 1

Atributos:

Força: 5

Velocidade: 4

Resistência: 10 (Linhagem Uzumaki)

Inteligência: 250 (Influências de Gojo, Dream, etc.)

Chakra: 20 (Potencial Elemental de Ninjago)

Habilidades Desbloqueadas: Nenhuma (Treine para ativar)

Elementos: Todos de Ninjago – Bloqueados no Nível Básico

Sistema de Suporte: Elias – Pronto para assistência.]

– Sentando-me na cama, testando os membros pequenos. –

'Essa é só a base. Preciso treinar tudo. Mas com isso... eu posso mudar tudo.'

A cabana era simples: paredes de madeira gasta, um fogão a lenha, uma janela dando para o mar agitado. Lá fora, ouvia-se o som de ondas e vozes distantes – ninjas treinando? Aldeões?

'Primeiro, explorar. Entender onde estou.'

– Levantando-me, caminhando até a porta, abrindo-a com mãos trêmulas de criança. –

O vilarejo era pequeno, casas de telhados curvos, bandeiras com o símbolo Uzumaki tremulando ao vento. O sol poente tingia o céu de laranja, e no horizonte, o mar infinito. Mas havia tensão no ar – a guerra se aproximava do fim, mas as cicatrizes estavam frescas.

Uma mulher idosa passou, carregando uma cesta: Kai, menino, você acordou! Venha, coma algo. Os tempos são duros.

– Assentindo, seguindo-a, mas pensando em planos maiores. –

'Quatro anos até Naruto nascer. Tempo suficiente para me fortalecer. Inimigos de outros mundos? Traga-os. Eu sou o Herdeiro do Nexus agora.'

Assim começava minha jornada. Do zero, com poderes latentes e um mundo à espera de ser reescrito.

Mas isso era só o início. Os treinos viriam, as batalhas, as alianças inesperadas. Eu, Kai, renascido como uma variável imprevisível.

– Caminhando pelas ruas de terra, sentindo o vento carregado de sal. –

Elias: [Sugestão: Inicie treinamento básico de chakra. Elementos de Ninjago requerem meditação inicial.]

'Sim, Elias. Vamos dominar isso passo a passo.'

O sol se pôs, e com ele, o capítulo de uma nova vida se desenrolava.

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