Ficool

Chapter 34 - Chapter 33 – The Words That Finally Reached

O alarme vibrou suavemente na mesa de cabeceira.

Tic… tac… tic…

O som era baixo, persistente… quase como se alguém estivesse chamando de longe.

O quarto de Aoi ainda estava banhado por uma suave luz azulada, daquelas que pertencem às primeiras horas da manhã. Pela janela, o céu estava coberto por nuvens finas — o sol ainda não havia decidido aparecer por completo.

Aoi abriu um olho.

Depois a outra.

Ela ficou imóvel por alguns segundos, olhando fixamente para o teto, como se estivesse retornando lentamente ao mundo real.

Então ela estendeu a mão e desligou o alarme.

O silêncio retornou.

Um silêncio confortável… e, de alguma forma, estranho.

Ela soltou um suspiro silencioso.

E levantou-se.

Sua rotina começou — automática, silenciosa, quase mecânica.

Ela arrumou a cama com cuidado.

Escovou os dentes, ainda meio adormecida.

Ela vestiu seu uniforme impecavelmente passado.

Tudo como sempre.

Mas…

Não parecia exatamente a mesma coisa.

Quando ela saiu, o ar da manhã estava frio.

Fresco.

As ruas ainda estavam calmas, com apenas alguns carros e passos dispersos de outros estudantes.

E então, alguns metros adiante—

Ela viu Hina.

"Bom dia, Hina."

"…Manhã."

A resposta veio lentamente.

Arrastar.

Aoi diminuiu o passo para caminhar ao lado dela.

Hina parecia... diferente.

Seus ombros caíram ligeiramente.

Seu olhar estava cansado.

Mas não era apenas sono.

Havia algo ali.

Algo mais pesado.

Algo que ela estava tentando esconder.

Os dois caminharam juntos em silêncio até a estação.

Ao subirem na escada rolante, Hina pegou o celular.

Linha aberta.

A conversa surgiu.

As últimas mensagens.

"Me deixa em paz um pouco." "Você é tão irritante."

O brilho da tela iluminava suavemente seu rosto.

Seus olhos permaneceram ali por um tempo.

Por alguns segundos.

Como se cada palavra pesasse mais do que deveria.

Então-

Ela desligou a tela.

Guarde o telefone.

E continuou subindo.

Sem dizer uma palavra.

Aoi a observou.

"O que aconteceu?"

Hina piscou rapidamente, como se tivesse acabado de ser puxada para trás.

"N-nada… hehe."

Ela tentou sorrir.

Mas ficou torto.

Frágil.

E Aoi percebeu.

Quando eles desceram na estação perto da escola, o local já estava mais movimentado.

Alunos caminhando em grupos.

Vozes.

Risada.

Cheio de vida.

Na esquina perto do portão da escola—

Hina o viu.

Yamada.

Caminhando em frente.

Ao lado de Matsuda Ren.

Eles estavam conversando normalmente.

Como se nada tivesse acontecido.

Ou pelo menos... era o que parecia.

Hina diminuiu o ritmo.

Quase imperceptível.

Mas Aoi conseguiu pegá-lo.

"O que é?"

"N-nada…"

Mas os olhos dela não se desviavam dele.

Dentro da escola, o aroma familiar de madeira e pisos polidos preenchia o ar.

Na entrada, eles trocaram de sapatos.

Mio já estava lá.

Assistindo.

"O que aconteceu com você, Hina? Com ​​essa cara numa sexta-feira?"

Hina amarrou os sapatos que usava dentro de casa.

"Ah… não sei… só estou com sono."

Mio não parecia totalmente convencida.

Mas ela não insistiu.

Os três entraram na sala de aula.

E imediatamente notou algo estranho.

Hanae conversava animadamente com Misaki.

Mas Misaki…

Parecia distante.

Distraído.

Seu olhar se desviava, de tempos em tempos… para trás.

Três carteiras atrás, Souma permanecia sentado em silêncio.

Do outro lado, Takumi, o representante de classe masculino, escrevia calmamente.

E então-

Hina olhou para frente.

Yamada estava lá.

Sentado.

Ele estava mexendo no celular.

Como se ele estivesse em outro mundo.

Ela engoliu em seco.

Um leve arrepio percorreu sua nuca.

Ela caminhou até sua mesa.

Passei por ele.

E-

Nada.

Ele não olhou para cima.

Não reagiu.

Nem por um segundo.

Como se ela… não estivesse lá.

Hina sentou-se.

Seu peito apertou ligeiramente.

Aoi iniciou uma conversa:

"Fico pensando o que aconteceu com a Misaki ontem. Ela saiu da festa do nada."

Hina continuava a lançar olhares furtivos, tentando ser discreta.

"Hina…"

"Hã? O quê? O quê?"

Rápido demais.

Aoi inclinou a cabeça.

Você está agindo de forma estranha hoje.

"Eu… eu sou normal, Aoi-chan."

Mio inclinou-se para a frente, exibindo aquele sorriso de sempre.

"E então? Qual é a data?"

Silêncio.

Por um instante.

Yamada parou de rolar a tela.

Mas não olhou.

Hina respondeu:

"Ah… está indo bem."

Aoi riu.

"Se for Akihabara, você iria até sozinho, não é?"

"É… é meio longe… mas eu quero ir."

Mio se inclinou para mais perto.

"E daí? Ele é alto e bonito?"

Hina corou.

"Deixa pra lá!"

"Ah… então ele é um nerd como você?"

"Mio!"

"Tudo bem, tudo bem… desculpe, hehe."

Ela sorriu.

"Nós o conhecemos?"

Hina inflou as bochechas.

Mas não respondeu.

A porta se abriu.

"Bom dia."

"Bom dia!"

A aula começou.

Mas para Hina…

Nada entrou.

Nada permaneceu.

Os olhos dela, de vez em quando…

Retornou para ele.

E ele…

Nunca olhei para trás.

Nem uma vez.

Hora do intervalo

A sala de aula estava cheia de ruído.

Vozes.

Risada.

Abertura de caixas Bentō.

Movimento.

Ren se levantou.

"Riku, quer dar uma volta?"

"Vou pegar um lanche."

"Eu irei com você."

Eles foram embora.

Hina se levantou.

"Hina, você pode me trazer um suco?", perguntou Aoi.

"Ah… claro."

Mio também se levantou.

"Eu irei com você."

Eles saíram da sala.

No corredor.

Hina estava segurando duas caixas de suco.

Quando ela viu—

Yamada.

Caminhando em direção a ela.

Ao lado de Ren.

Ren parou.

"Riku… alguma coisa está te incomodando."

Yamada ficou paralisado por um segundo.

"E eu acho que é uma menina."

Ren deu de ombros.

"Vou ao banheiro. A gente conversa depois."

E saiu.

Deixando os dois sozinhos…

No mesmo espaço.

Hina parou.

Yamada também.

O silêncio tornou-se pesado.

Ele colocou as mãos nos bolsos.

Avançou.

"Manhã."

E passou por ela.

Sem parar.

Como se ela fosse apenas... mais uma pessoa.

Evitar contato visual.

O coração de Hina disparou.

"Y-Yamada-kun!"

Ele parou.

Sem virar completamente.

"O que é?"

Hina olhou para baixo.

Seus dedos apertando o suco.

"Me desculpe… pelo que aconteceu ontem…"

Yamada suspirou.

Cansado.

"Você não precisa ir se não quiser, tá bom?"

Silêncio.

Ele deu dois passos.

"P-por quê?"

"Está tudo bem, Hina-chan."

Sem olhar para trás.

"Desculpe se fui irritante."

Uma pausa.

"Vou te deixar em paz."

Ele começou a andar.

E dentro dele—

Uma voz antiga ecoou.

Risada.

Zombaria.

Você é tão irritante. Nenhuma garota jamais te quereria.

O passado ainda estava lá.

Quieto.

Mas nunca realmente desapareceu.

Ele continuou caminhando.

Eu devia ter simplesmente parado…

Então-

"Quero sair com você."

Ele parou.

Todo o seu corpo.

Sem se virar.

Hina continuou.

Sua voz estava trêmula.

"Me desculpe pela mensagem… Eu estava irritado… Foi por causa do jogo…"

Suas mãos apertaram as caixas com mais força.

"Eu descontei em você…"

Yamada fechou os olhos.

Respirei fundo.

"Está tudo bem…"

Um leve sorriso.

"Acho que sou mesmo meio irritante."

Ele deu um passo.

"Eu fiquei animado... porque uma garota bonita me convidou."

Silêncio.

Então-

Um som.

Macio.

Mas o suficiente para destruir tudo.

Cheirar.

Ele congelou.

Deu meia-volta.

Hina estava chorando.

Chorando muito.

Seu rosto ficou vermelho.

Lágrimas escorrendo incontrolavelmente.

Suas mãos tremiam.

As caixas de suco quase se desfazendo.

"H-Hina?!"

Ele correu até ela.

"O que houve? Você está bem?"

Ela não conseguiu responder adequadamente.

"D-desculpe…"

Sem pensar—

Yamada entrou em contato.

Ele colocou as mãos no rosto dela.

Enxugou delicadamente as lágrimas dela com os polegares.

Com cuidado.

Como se ela pudesse se quebrar.

"Ei… está tudo bem…"

"D-desculpe, Yamada-kun…"

Então ele percebeu o que tinha feito.

E recuou rapidamente.

"D-desculpe! Eu te toquei sem—"

"T-tudo bem…"

Ela respirou fundo.

Tentando me acalmar.

Enxugou o rosto.

E então…

Olhei para ele.

Apropriadamente.

"Obrigado… Yamamoto-kun."

Ele piscou.

Pegos de surpresa.

"Eu… eu fui quem te convidou."

Seus olhos se arregalaram.

"Hina-chan…"

Ela esboçou um pequeno sorriso.

Ainda molhada de lágrimas.

Mas… real.

"Então… vamos sair amanhã?"

Silêncio.

Mas desta vez—

Um tipo diferente.

Isqueiro.

Como se algo, finalmente…

Já havia sido dito.

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