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​O Gigante de Nazarick

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Synopsis
O que você faria se o fim do seu jogo favorito fosse apenas o começo de uma nova vida? Momonga e Drole foram os únicos que ficaram para trás na Grande Tumba de Nazarick. Quando o cronômetro zerou, as regras mudaram. Agora, com NPCs que pensam e sentem
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Chapter 1 - Cap 1: O Último Encontro

Após anos de evolução, a humanidade alcançou criações que antigamente não seriam possíveis, como o Yggdrasil. Mais do que um simples jogo, era um universo realista e vasto, famoso mundialmente por permitir que os jogadores vivessem vidas que jamais poderiam ter. Mas tudo tem um fim. O anúncio do encerramento dos servidores finalmente veio à tona após doze anos de existência.

Dentro da Grande Tumba de Nazarick, três silhuetas conversavam sobre o fim de uma era na mesa redonda feita de obsidian negro.

— "Já faz um tempinho, Herohero." — disse o mestre da guilda. Era Momonga, um esqueleto imponente de quase dois metros de altura, vestindo mantos roxos e dourados de altíssimo luxo, com dois pequenos pontos de luz vermelha flutuando nas suas órbitas oculares vazias.

— "Com certeza faz, Momonga. E como vocês estão?" — perguntou a criatura à sua frente. Era Herohero, uma massa de gelatina escura e viscosa que parecia borbulhar e derreter constantemente sobre a cadeira. — "Acho que já fazem dois anos... tenho andado ocupado procurando por um novo emprego."

— "E já eu, ainda estou no mesmo trabalho, com mais carga horária e pouco salário" — respondeu o gigante. Era Drole, um homem robusto de dois metros de altura que vestia uma armadura pesada e escura. Em seus pulsos, dois braceletes metálicos de design antigo destacavam-se, refletindo a luz mágica do teto. Ele deu um leve sorriso melancólico por trás da postura firme.

— "Para ser honesto, eu gostaria de ficar com vocês até que o game fosse encerrado. Mas o sono está vencendo..." — comentou Herohero com voz fraca, a sua forma gelatinosa tremendo de exaustão.

— "Obrigado por aparecer, você deveria ir dormir um pouco" — disse Momonga, com um tom de compreensão.

— "Eu realmente sinto muito... Espero que nos encontremos novamente, talvez no Yggdrasil 2!" — despediu-se Herohero. Ele acenou com uma de suas extensões viscosas e desapareceu em partículas de luz branca, deixando apenas os dois amigos para trás no vasto salão.

O silêncio foi subitamente estilhaçado.

— "COMO?!" — o grito de Momonga ecoou pelas paredes de mármore. — "COMO eles podem abandonar a grande tumba! Nós criamos a nossa guilda aqui, todo nosso esforço..." — Em fúria, ele descarregou um soco contra a mesa. O impacto seco da mão óssea contra a madeira ressoou como um trovão pelo salão vazio.

— "Pare, Momonga," — disse o gigante enquanto se levantava, a sua presença física ocupando o espaço com autoridade. — "Todos têm os seus próprios problemas. Eu e você não somos diferentes. Este jogo foi especial para todos, só que nem todos podem continuar com a mesma rotina de anos atrás. Vamos, levanta, vamos dar uma última olhada."

— "Eu sei... eles têm as suas vidas mas... queria que ele ficasse por mais um tempo" — murmurou Momonga, levantando-se lentamente. Ele caminhou até a parede e pegou o Cajado de Ainz Ooal Gown. O artefato brilhava com sete cabeças de serpente entrelaçadas em ouro puro, cada uma segurando uma joia de cor diferente na boca, emitindo uma aura de poder divino que fazia o ar vibrar.

Os dois começaram a caminhar pelos corredores luxuosos do décimo andar, decorados com tapetes vermelhos aveludados. Fileiras de personagens não jogáveis faziam reverências perfeitas à sua passagem.

— "Ele realmente era doido por roupas de empregada, hein..." — comentou o gigante com um leve sorriso ao passar pelas Pleiades. Entre elas, a batedora Lupusregina Beta sorria de forma travessa, com a sua pele bronzeada e uniforme de empregada de combate impecável.

— "Muito... ele costumava dizer que roupas de empregada eram 'justiça' para ele" — respondeu Momonga sem parar, em direção ao coração da tumba.

Pararam diante das Portas do Julgamento, onde imponentes esculturas de um demônio e um humano esticavam os braços um para o outro. Ao abrirem-se, revelaram o Salão do Trono, um espaço monumental com colunas de mármore e as quarenta e uma bandeiras dos membros penduradas. Momonga subiu os degraus e sentou-se solenemente no Trono de Reis.

Drole assumiu a sua posição de guarda fiel, postando-se um passo atrás e à esquerda do trono. À direita de Momonga, via-se uma mulher com um vestido branco com um decote em seus seios, com asas negras como a escuridão brotando da cintura e com dois chifres curvados em sua cabeça: era Albedo, a Supervisora dos Guardiões.

— "O que foi Momonga? Você está olhando para a Albedo faz um tempo... será que você se apaixonou por ela? Hahahaha" — Drole disse zoando seu amigo nos últimos minutos.

— "Não é isso! Estou só lembrando que o Tabula criou a Albedo e como ele é obcecado por configurações..." — respondeu Momonga. Enquanto falava, ele fez surgir janelas holográficas repletas de textos minuciosos. — "Sabe, estou pensando em mudar uma coisa nela já que é o último dia, então ninguém vai se importar mesmo."

Usando o item de edição, ele apagou a última linha e digitou: "Está profundamente apaixonada pelo Momonga".

— "Pronto... agora ela está apaixonada por mim. Um pouco infantil da minha parte, não é?"

— "Não é o último dia mesmo? Faça o que quiser" — o gigante disse com um leve sorriso, cruzando os braços musculosos onde os braceletes reluziam.

— "Hahaha, muito obrigado. E você, não quer fazer algo?" — perguntou Momonga, oferecendo o cajado de ouro. Drole aceitou o item e abriu as configurações de Lupusregina Beta, escrevendo: "Nutre uma admiração profunda e uma fidelidade inabalável pelo gigante Drole, reconhecendo-o como seu único mestre e sentindo-se em paz apenas na sua presença."

— "Pronto. Se vamos para o buraco, Momonga, pelo menos eu vou com alguém que não vai gritar no meu ouvido o tempo todo."

Eles voltaram o olhar para o relógio do sistema que flutuava no ar, marcando o fim de uma era.

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