Ficool

Chapter 70 - 2° Andar. (Entrada)

3° POV

Connor e os demais e recuperaram rápido, típico quando ficava em uma das camas da Provação, Max levantou com energia e fome como de costume. Enquanto ele comia e era atualizado pelo irmão e Cali, Connor e Anna foram até a reunião no andar de baixo com os outros "líderes".

Depois de uma conversa sobre os danos sofridos, o estado dos suprimentos e a situação com o pequeno exército do Barão todos concordaram em permitir que o grupo de Connor fosse para o segundo andar primeiro. Concordaram em deixar os suprimentos danificados com eles enquanto os demais iriam voltar com os espólios, fazer um relatório para a psudeo guilda (chefiada informalmente pela familia de Anna) e comunicar as famílias dos que morreram.

Mesmo que vários tenham ficado dentro da cabana e se recuperado graças a suas propriedades, ainda não era a mesma coisa que descansar em suas próprias camas, ou o mais perto disso que tinham na aldeia de Connor. Apesar do mundo lá fora não ser muito mais seguro que a Provação, ainda havia alguma coisa nela que fazia com que as pessoas não quiseram passar muito tempo nela se possível.

(Kaio: isso machuca um pouco mas eu entendo)

Esse era o motivo principal e oficial, o motivo secundário mas tão sério quanto era pra aldeia se prepar para uma possível retaliação do Barão. Mesmo com a maior parte do grupo que ele mandou acabando morto com o ataque em pinça dos goblins, do monstro de sombras e alguns dos companheiros do Andreas e de Piqval, uma parte (infelizmente em grande parte magos) conseguiram sair.

E eles certamente não iriam deixar de reportar os acontecimentos na Provação, principalmente os ataques que meros mercenários e membros de uma trupe itinerante ousaram fazer contra os "honrados" soldados do grande Barão. Também não era difícil imaginar quem eles culpariam pelo fracasso de sua incursão, claro não estariam errados, mas também não totalmente certo.

Por mais que Anna estivesse apreensiva com essa possibilidade, o chamado do segundo andar ainda era tentador.

Então ficou acertado que eles iriam explorar esse segundo andar, mas apenas por meia hora, independente doque encontrassem. E se houvesse algum perigo, não o enfrentariam, volta instantânea.

Afinal o equipamento deles tinha sido quase todos estragado durante as lutas, Connor e Cali quem o diga, a única com a arma principal mais intacta era exatamente a mais nova e principal fonte de preocupação de todos, Anna.

–Hummm, ok entendi tudo... Mas uma pergunta, como nós vamos para esse andar?. – Max perguntou com entre bocadas de comida.

Anna tirou uma pedra vermelha que tinha recebido de Andreas durante a reunião, de início exceto pela cor não era diferente dos núcleos retirados dos goblins, lobos e slimes. Mas olhando mais de perto era possível notar várias diferenças sutis.

Uma era a forma que lembrava um losangulo em pé com as pontas bem lapidado diferente dos "cortes brutos" que os outros cristais tinham, ao invés de ser transparente ou opaco não era possível ver através dele, os padrões nele pareciam até ondular dependendo de como a luz batia. E a maior diferença era que, apesar de fraco era possível ver um brilho ritmado apartir dele, quase colono bater lento de um coração.

–Isso não é meio... sinistro? – Max perguntou olhando o cristal e quase perdendo a fome, quase.

–Não.... discordo, mas pelo que o próprio Andreas verificou, o crital indica o caminho até a entrada do segundo andar. – Anna contou guardando novamente o cristal nas roupas, se ela fosse honesta também achava desconcertante a forma como ele brilhava, mas a menos que você ativamente pensasse nisso era algo fácil de ignorar.

–Se eles já determinaram isso, por que eles mesmo não foram? – Mav perguntou um tanto desconfiado, como ele podiam ter certeza que o crital mostrava o caminho para o segundo andar, nao era porquê levava a um círculo mágico que ele concerteza levaria para tal lugar. A menos que eles já tivessem atravessado.

–Parece que tem um tipo de magia que os impediu de chegar perto do lugar, mas o brilho do cristal foi almentando conforme chegavam mais perto. – Anna respondeu.

–Entao não é que eles estejam confiando em nós é só que eles não tem opção, se tivessem teriam eles mesmos explorado o segundo andar? – Cali perguntou com cinismo nenhum pouco disfarçado.

–Nao seje assim cali, também não dá pra culpar eles. – Anna respondeu, recebendo uma bufada de Cali. – Entre um adulto e uma criança quem você confiaria pra verificar um terreno possivelmente perigoso em um lugar desconhecido?. – Anna perguntou oque obrigou Cali a concordar, por mais que não gostasse.

Talvez fosse uma característica adquerida no tempo dos punhos de pedra mas Cali sempre era adepta de quem trabalha deve ser recompensado, foram principalmente eles que lutaram contra os goblins mais fortes então eles deveriam ter o direito aos especlops no caso a exploração do 2° andar. Embora deve-se notar que se Andreas e Yaou não tivessem distraído o Poh, a luta deles não teria sido tão "fácil" quanto foi.

Anna mesmo como a mais nova ainda era racional, e reconhecia a contribuição que todos deram para o sucesso da luta, depois de analisar a situação como um todo. E honestamente, era bem fácil ver o porque seria melhor mandar pessoas com mais expericia na frente que um bando de crianças.

Afinal eles teriam mais chances de sobreviver, voltar e conseguir compartilhar informações, que um bando de crianças que mesmo tendo habilidade de luta, não se podia confiar que eles seriam capazes de conseguir informações úteis, ou voltar com elas. Mas ainda assim os demais líderes resolveram apostar nessa possibilidade também como reconhecimento da contribuição deles.

–.... Oque você acha Connor? – Max perguntou ao amigo que não falou uma palavra desde que voltaram da "reunião estratégica".

Connor finalmente foi tirado de seus próprios pensamentos depois de ser chamado por Max, e olhou atômico para os amigos.

–Hã?, ah desculpe, oque vocês estavam dizendo mesmo?.

–Sobre o segundo andar e por que decidiram deixar a gente ir aí invés de mandarem pessoas mais experientes na frente.? – Max respondeu.

–Ahhhh, certo sobre isso.....

Logo depois de falar Connor voltou a ficar quieto e com um olhar perdido.

–Connor?, você está bem?. – Cali perguntou preocupada.

–Ah! nada eu só estava pensando em uma em algumas coisas...

–Que tipo de coisas? – Max perguntou sem nenhum tato recebendo uma cotovelada do irmão.

–Podemos ajudar em alguma coisa? – Anna perguntou, também preocupada. Ela ficou tão focada na discussão com os outros antes, e em avisar os outros dos planos que mau notou o estado de silêncio anormal de Connor.

–Nao, tudo bem de verdade. – Connor disse não muito convincente e vendo os olhares de preocupação dos amigos deu dois tapas nas bochechas com as mãos pra afastar os pensamentos. – Muito bem, não precisam se preocupar comigo de verdade, agora vamos pensar em como seguir no segundo andar.

Os outros ainda não estavam totalmente convencidos, mas vendo que ele não parecia estar se forçando a dizer isso, decidiram deixar o porque ele estar tão pensativo para resolver depois que voltassem do segundo andar. Mas decidiram, de forma unânime e silenciosa, que iriam prestar bem mais atenção ao amigo no segundo que saíssem da Provação.

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