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Chapter 20 - CHAPTER 20: THE METAL OF SOVEREIGNTY AND THE BANK OF AVALON

A quarta geração dos Hollows trouxe o sopro de vida necessário para transformar a austeridade de Avalon em um organismo vibrante. O silêncio das marchas militares de Dietrich foi substituído pelo som de martelos em madeira nobre e pelo murmúrio de vozes discutindo preços e tecidos. Sob a supervisão direta de Genevieve e com a aprovação de Grayfia, o Grande Mercado de Alabastro foi erguido — uma imensa estrutura circular coberta por cúpulas de vidro mágicas que banhavam o interior em uma luz suave e eterna.

A inauguração foi um evento de gala. Sirzechs, acompanhado por Valerius — que mantinha um olhar vigilante sobre cada detalhe da segurança — percorreu corredores ladeados por bancadas de mármore. Pela primeira vez, Avalon abriu seus portões não apenas para diplomatas, mas também para caravanas comerciais de Tempest, do Reino Anão, e até mesmo de pequenos assentamentos humanos que tinham ouvido rumores sobre a "Cidade de Vidro e Mármore".

O mercado era a personificação da Ordem Gremory. Não havia o caos comum das feiras de rua; todos os comerciantes de quarta geração usavam uniformes padronizados, e as mercadorias eram exibidas como peças de museu. Benedict mostrava suas novas criações artísticas de confeitaria, enquanto os tecelões de Genevieve exibiam sedas que mudavam de cor de acordo com a magia ambiente. No entanto, o verdadeiro teste era o sistema tributário de Grayfia. Na entrada do mercado, postos de controle administrados pela Guarda Pretoriana garantiam que todos os comerciantes estrangeiros registrassem suas mercadorias e aceitassem a conversão em Créditos de Avalon.

"Lorde Sirzechs", murmurou Valerius, inclinando-se para o ouvido do soberano enquanto observava um mercador anão negociar com um Homo-Hollow, "flagrei três tentativas de contrabando de especiarias sem impostos na última hora. Os infratores foram gentilmente escoltados para fora do mercado e suas licenças comerciais revogadas por tempo indeterminado. A etiqueta comercial está sendo mantida."

Sirzechs sorriu. Ele viu o sucesso de sua visão: uma economia forte que não dependia apenas de sua magia, mas do trabalho de seus súditos. No entanto, o mercado trouxe um novo desafio diplomático. Um grupo de mercadores de Tempest, acostumados ao comércio livre e informal de Rimuru, estava com dificuldades para preencher os formulários de vinte páginas exigidos por Grayfia para vender poções de cura.

"Isto é um exame justo ou um exame estatal?", resmungou um dos subordinados de Rigurd, agarrando uma caneta de penas de ganso em frustração.

Grayfia, que passava por ali naquele momento com sua prancheta de cristal, parou e olhou para ele com uma frieza cortante.

"Trata-se de uma transação oficial sob a soberania de Avalon. Se deseja vender produtos de saúde, deve garantir que seus padrões de pureza estejam em conformidade com o Códice Gremory. A burocracia é a garantia de que seu cliente não morrerá por negligência."

A inauguração foi um sucesso absoluto em termos de receita, consolidando Avalon como o centro de luxo de Jura. Ao final do dia, enquanto o sol se punha e as luzes mágicas do mercado brilhavam como estrelas sob as cúpulas, Sirzechs sentiu que a nação finalmente havia atingido a maturidade. Ele não era mais apenas um criador de monstros; era o motor de um sistema econômico que começava a influenciar toda a região.

O sucesso estrondoso do Grande Mercado de Alabastro trouxe um problema que Grayfia, com sua mente analítica, previu antes de qualquer outra pessoa: a economia de Avalon estava crescendo rápido demais para depender apenas de registros em pergaminho e trocas diretas. A necessidade de uma moeda física — algo que carregasse o peso e a autoridade de Lorde Sirzechs além das fronteiras de mármore — tornou-se imperativa.

No gabinete real, o ar estava impregnado com o aroma do café fresco servido por Valerius. Grayfia estendeu um mapa financeiro sobre a mesa de carvalho, mostrando as flutuações de valor entre os Créditos de Avalon e as moedas rústicas trazidas por Tempest e pelos mercadores anões.

"Lorde Sirzechs", começou ela, ajustando os óculos, "nossa economia está sendo limitada pela falta de um meio de troca tangível. Para consolidar nosso poder comercial e facilitar a tributação de grandes fortunas, sugiro a fundação do Banco Central de Avalon e a cunhagem de nossa própria moeda de ouro."

Sirzechs ponderou. Criar uma moeda não era apenas um ato econômico; era um símbolo de independência definitiva. Usando [Visionário], ele criou não apenas o metal, mas uma liga mágica única. O ouro de Avalon não seria apenas um metal precioso, mas um condutor mágico que brilhava levemente no escuro, tornando a falsificação impossível para qualquer um que não possuísse seu poder.

A primeira moeda foi cunhada na presença dos ministros. De um lado, o majestoso perfil de Sirzechs Gremory; do outro, o brasão da Casa Gremory rodeado por uma coroa de louros e as palavras: Ordo et Lux (Ordem e Luz). Nascia o Ducado de Avalon.

Para gerir esta nova era financeira, Grayfia não perdeu tempo. Selecionou os indivíduos mais metódicos da quarta geração para formar o Corpo Real de Auditoria. O banco foi construído adjacente ao palácio — uma fortaleza de mármore reforçado e aço anão (uma cortesia de Kaijin), onde cada ducado era registado e pesado. Valerius, com a sua habitual discrição, treinou uma unidade especial da Guarda Pretoriana: os Sentinelas do Tesouro, cuja única missão era proteger a integridade física do Banco.

"A criação do Ducado permitirá que Avalon dite os termos do comércio em Jura", explicou Grayfia durante a reunião do conselho. "A partir de hoje, todas as transações de luxo e impostos de importação deverão ser liquidados em moeda física. Isso forçará outras nações a acumularem nossas moedas, vinculando sua estabilidade à nossa."

A implementação da moeda física gerou um novo tipo de burocracia: as Leis contra a Usura e a Lavagem de Dinheiro Mágica. Grayfia decretou que cada Ducado que saísse de Avalon deveria ser registrado, criando o primeiro sistema de controle cambial da floresta.

Enquanto os Auditores distribuíam os primeiros sacos de moedas aos mercadores, Sirzechs observava da sacada. O tilintar do ouro nas ruas era a música da civilização. Contudo, o peso do ouro atraía olhares. Alistair enviou um relatório urgente da embaixada: a notícia de uma moeda de ouro puro e mágico chegava aos ouvidos das nações humanas do oeste, e o brilho de Avalon começava a despertar não apenas admiração, mas também ganância.

"Valério", chamou Sirzechs, sem desviar o olhar do horizonte, "parece que nosso ouro precisará de mais do que apenas leis para ser protegido."

"Sim, meu senhor", respondeu o mordomo, limpando uma mancha invisível de uma mesa de prata. "Mas asseguro-lhe que qualquer mão que se estenda para roubar o que lhe pertence encontrará apenas a frieza do aço antes de tocar o brilho do ouro."

Nota do autor:

O Fator Ducado: Sirzechs acaba de inventar o "Poder Brando" através da moeda. Ao forçar outros a usar seu ouro, ele está transformando Avalon na capital econômica do mundo.

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