Ficool

Chapter 82 - volta 3

Felizmente o senhor Andreas, a senhora Yaou e Kamila, que ja estavam apostos para nossa chegada, conseguiram nos alcançar antes que multidão pudesse nos engolir completamente.

Lutamos durante a noite com criaturas vorazes, de dentes afiados e olhos que brilhavam no escuro, lutamos com pilhas de ossos e cadáveres reanimados sob a luz creptante de uma fogueira (na verdade uma pira). Tivemos uma batalha mortal contra um inimigo (e seus lacaios) que podia partir muros de pedra com um golpe, e que se recuava a cair mesmo levando golpes de Aether concentrado.

Fomos a um lugar desconhecido e sombrio, onde —novamente— enfrentamos mortos que queriam nos esfacelar com as mãos e dentes. Isso, sob uma luz fraca e intermitente de um "sol" encoberto, com ocasionais ralempagos, e o brilho fraco de uma chama azulada que podia nos atacar também.

Nós passamos por tudo isso juntos, e eu posso dizer com absoluta certeza: Encarar aquela multidão foi muito piro que tudo isso junto!!!!.

–.....

–...

–...

–Ate quando vocês pretendem ficar assim? – senhor Piqval perguntou para Max, Mav e Cali.

Max e Mav estavam sentados um ao lado do outro abraçando os joelhos com os rostos abaixados, mas da pequena abertura eu pude ver que a luz nos olhos deles estava quase apagada.

Cali estava com a cabeça apoiada numa mesa, com o rosto virado para baixo, e com os braços simplisemente deixados pendendo ao lado do corpo. Acho que se tivesse um vento soprando eles iriam balançar como pequenas bandeiras.

Eu estava bebendo um pouco de água, com as mãos ainda meio trêmulas, enquanto cuidava dos 3.

–Nao tem como, ou porque, os apresar. Essa foi a primeira experiência deles enfrentando uma horda de pessoas curiosas, animadas e com muito mais vontade de contato que seria comum. – Anna respondeu calmamente, mas pelo canto do olho, vi ela segurando uma risada.

Até queria retrucar mas simplesmente não consiga abrir a boca, só de pensar na visão daquelas pessoas vindo em nossa direção com olhos vidrados, bocas abertas fazendo perguntas, algumas simplesmente babando enquanto vinham em nossa direção (por algum motivo).... Eu estremeci e bebi um pouco mais da água.

–Bem bem, acho que podemos deixar eles descansarem por hora, imagino que deve ter sido cansativo no segundo andar. – o senhor Andreas falou do batente da porta, nos observando com um sorriso de canto e uma, não muito sutil, curiosidade dobre oque vimos e fizemos no tempo que ficamos no segundo andar.

–nao os julgue, nos também não ficamos muito melhores da primeira vez que algo assim nos aconteceu. – senhor Barlom disse estudando nas moedas que tínhamos trazido do segundo andar.

A senhorita Yaou ao lado dele não comentou, mas olhou em nossa direção com um olhar de compreensão, e um pouco de pena, como se entendesse plenamente oque estávamos sentindo.

–Alias é até impressionante você estar tão bem jovem Anna. – o senhor Andreas disse realmente impressionado, e ele não era o único.

–Bommm, com minha família sendo como é, as vezes... Bemmmm..... Ha ha hahaha... Aahhhh....

–Hummmnn verdade, se metade das coisas que ouvi forem verdade, você pode estar até bem acostumada com esse tipo de ocorrência que até nos. – Senhor Piqval disse da ponta da mesa.

–Huhum, desculpem por atrapalhar enquanto vocês estão cansados. Mas poderiam dar um relatório mesmo que breve doque acharam no segundo andar. – Kamila perguntou da outra ponta.

Se a pergunta fosse para mim eu diria, sem a menor chance, e não só pelo que aconteceu quando voltamos mas o simples cansaço mesmo.

Reiterando, mesmo tendo dormido por horas em camas que ajudavam a se recupera fisicamente, o canso mental continuou. E foi nesse estado que fomos para um lugar desconhecido, com nossos nervos esticados ao máximo, e que se esticaram ainda mais durante a nossa exploração. Claro que por nossa própria escolha, mas ainda assim.

Ainda bem que tínhamos alguém bem mais capaz de fazer esse tipo de coisa.

–Muito bem, esse vai ser um relato bem curto porque também estou cansada, mas o deixarei o mais fiel e direto que conseguir. – Os demais acentiram e prestaram atenção ao que Anna disse.

Pouco tempo depois eles começaram a discutir formas de como explorar esse novo terreno, e as limitações eu viriam disso.

Seria necessário a mesma pedra vermelha pra abrir a passagem? O chefe goblin, e seus lacaios, iriam voltar como as outras criaturas da Provação? Quantas pessoas poderiam ir para a caverna que levava são segundo andar de uma vez? Poderiam levar quanto de suprimento? E crucioalemte, oque poderiam obter desse novo andar.

Segundo oque Anna disse, e que confirmei, mesmo que o segundo andar tenha recursos físicos mais práticos, como madeira de boa qualidade, mas limitações físicas como a luminosidade não são algo que se possa ignorar, bem como as criaturas que podem ter lá, nos enfrentamos alguma mas isso não quer dizer que eram todas. E pior, se fossem teríamos outro problema em mãos.

–Ja lidar com os mortos reanimados dos demo– huhum, dos goblins já seria complicado de explicar para o mundo. Agora uma nova área inteira parece estar infestada deles?. Os templos e ordens não vão ficar quietos sobre isso – Kamila disse mordendo a unha do polegar. – Pior ainda, isso pode atrair o tipo errado de pessoa para nossa vila.

Ela disse como um suspiro pesado, rendendo um olhar quase de dor fiscal dos demais, inclusive de Anna. Eu não sabia bem oque eles queriam dizer, não concerteza, mas se tiver alguma ligação com os rumores que ja ouvi sobre certos indivíduos por aí.... As coisas na vila poderiam, e iriam ficar, como Kamila disse, complicadas.

–Aaaahhhh, um problema resolvido, 3 aparecem logo em seguida. As vezes me questionou se a provações foi o maior golpe de sorte que essa vila já teve ou o pior infortúnio. – Não pude deixar de concordar, tendo vivido aqui desde crica seinowue Kamila queria dizer3lhornwue os outros.

Pegue minha "profissão" por exemplo, um aprendiz de caçador.

Pra uma vila que originalmente mau teria 50 habitantes (incluído crianças). Ter "2" caçadores era muita coisa, mas oque conseguimos pegar era raramente algo maior que uma baallio, uma espécie de suíno parecidos com os javalis da Provação, só que mais escuros, um pouco menores, menos pelos no corpo e com patas dianteiras mais parecidas com de lagarto que os javalis, e com presas melhores também.

Fora isso pegamos alguns pássaros, coelhos ou esquilos, se meu mestre Diem tivesse sorte (ou azar) talvez encontrasse alguns qvkrabu que renderiam uma boa porcentagem de carne além de material pra vender nas raras caravnad que apareciam por ali, 5 vezes por ano com sorte. E isso era considerado um trabalho de luxo no vilarejo e nas áreas circundantes.

Ok talvez não luxo, mas uma das profissões que muitos gostariam de ter. Afinal, rendia tanto um fluxo semi-constante de comida (pela caça) quanto uma fonte de renda pela venda de peles, as vezes ossos e apêndices de criaturas que podiam manipular o Arther, como os qvkrabu. Além doque elez recebiam do chefe da vila pra atuar como controle de pestes caso algum animal selvagem tentasse atacar os depósitos de comida ou os aldeões.

Fato é que mesmo assim, em 1 ano tanto eu qusnto meu mestre mau conseguimos juntar o suficiente pra 5 moedas de ouro, e isso juntando os "salários" de nós dois e ocasionais vendas. E outra vez isso seria uma profissão "boa", lavradores, pescadores, lenhadores e etc, por pouco conseguiam passar de 3 moedas de ouro por ano.

Sem contar que o custo de vivência pelo Barão era de 2 moedas de ouro e 5 de prata.

Agora graças a Provação, ouro quase ficou desvalorizado por aqui. Pode-se comprar 10 pães brancos com 1 moeda de ouro, 1 conjunto de armadura de couro leve por 5 (couro mau curtido sim, mas ainda bem melhor que entrar na masmorra sem nada, eu sou uma excessão), vender a corne de um javali ou peixe da masmorra por 2 ou mesmo 4 moedas e ouro por quilo.

Caravanas ja vieram a nossa "vila" 5 vezes no ultimo mês, abriram lojas aqui (embora sejam basicamente barracas) e alugam lugares em novos armazéns pra aguardar os espólios da provacao. E isso lembrando que ainda tinham aqueles que quando não entregam aqui iam na floresta pra ver se conseguiam alguma coisa, diminuído muito a ameaça de animais selvagens ou dos quase humanos.

Sim tem alguns problemas com "visitantes" ou novos residentes causando problemas, mas isso é algo inevitável. E com o aumento do dinheiro o chefe da vila pode contratar mercenários confiáveis pra agir tem como milícia, como o senhor Andreas.

Economia, qualidade de vida, parcialmente segurança, tudo isso foi melhorado com a descoberta da Provação. E isso mau tendo 5 meses desde então, e só tendo explorado 1 andar, oque pode se esperar de outros que confirmamos que devem existir?

O problema é que, um desses andares aparentemente esta infestado de criaturas que fomos ensinados desde a a infância serem sinônimos de desastre, morte, humilhação e um dos piores tipos de danação que se poderia acontecer a alguem poderia sofrer. Virar um fantoche sem vontade a mando de outros, ou como escravo de seus resentimentos que foram contaminados pelo Arther estagnado.

–Aaaahhhh como você disse senhorita Kamila, um passo pra frente, 3 para trás. – Anna suspirou concordando com ela, os demais junto em uma sincronia impressionante (até Cali, Max e Mav se moveram levemente em concordância).

*Thudump, thudump, thudump.*

–Uma das maiores questões é como lidar com isso, embora eu nem precise dizer isso na verdade. – Senhor Piqval disse, batucando os dedos na mesa com uma mão e apoiava a cabeça com a outra. – Por enquanto, os únicos que sabem sobre os mortos inquietos no segundo andar são as pessoas nessa sala, e duvido que alguém vá querer espalhar essa notícia pro resto das pessoas.

Isso rendeu uma aceno perfeitamente sincronizado de todos, eu incluso.

–Acredito que agora, nesse instante, temos que decidir se vamos espalhar essa notícia nos mesmos. –ele lavantou um dedo ao dizer isso.

–Seguramos a notícia e o acesso ao segundo andar até termos uma ideia melhor (isso se ainda pudermos ir até lá sem a pedra vermelha). –levagounum segundo dedo.

–Ou nos mesmos contatamos ordens e templos com os qussi temos relações pra eles fazerem as próprias verificações e garantir se o segundo andar é uma área de risco ou não. – um terceiro dedo foi levantado. Compreensivelmente, a terceira opção foi a que chamou mais atenção.

–O senhor tem contatos com ordens e templos senhor Piqval? – o senhor Berlom fez a pergunta presa na minha boca.

Senhor Piqval sorriu com calma ante de responder.

–Posso ser o mestre uma trupe itinerante,cujo o único objetivo aparente é entreter por alguns punhados de moedas de ouro e lugares seguros pra ficar por um tempo. – ele disse calmamente.

–Mas por ser mestre de um grupo itinerante é inevitável que fiquemos em locais com maior ou menos influência de alguma ordem ou templo. E apesar doque se acredita, os integrantes desses lugares ainda são pessoas. E como qualquer pessoa eles também querem ser entretidas e esquecer, temporariamente, a rigidez das suas rotinas. – Cali levantou a cabeça em algum momento sem eu perceber e a estava movendo com tantos vontade que me preocupei se ela não estava tentado separar a beca do reto do corpo. Senhor Andreas, Kamila, senhora Yaou, toda também concordaram, se meu mestre estivesse aqui desconfio eu ele faria a mesma coisa.

–E –ele continuou. –Por entrete-los bem ao ponto dessa necessidade ser saciada. Gratidão e conexão são resultados comuns, ainda mais quando as vezes eles estão.... enfrentando dificuldade financeiras. –ele não elaborou mais, não precisava. –E se oferecermos a essas ordens e templos a chance de conseguir entrar quase exclusivamente na provação....

""""" Vamos poder usar a força deles a nosso favor, além de deixa-lo em débito.""""""

Tenho certeza que foi oque todos pensaram.

(Autor: Oi ainda tô vivo se tinha alguém se perguntando, e finalmente uma atualização de outra história. Foi mau a demora dessa, e demora em geral, mas as cosias aqui estiveram meio agitadas.

Não vou prometer lançamentos regulares, mas vou tentar postar pelo menos 1 capito de cada história por mês, as vezes dois de uma mesma história.

Outra vez obrigado a quem lê as minhas novels e não se preocupem!!. As outras vão ser atualizadas e revistas, obrigado por acompanhar e espero que gostem doque ainda vai vir.)

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