Ficool

Chapter 60 - Revanche 2

Mav respondeu a investida com corte diagonal que o goblin desviou, mais como reação natural que um movimento calculado. Novamente usando as garras, ele abriu três rasgos no braço de Mav e deu um soco em suas costelas. Pude ver que o golpe foi efetivo e fez com que o gêmeo de cabelo escuro cambalease um pouco para trás.

O goblin não deu tempo para ele se recuperar dando uma seri de socos e arranhões, parecendo um qvkrabu (Kaio: o bicho parecido com lobo, azul, e com tentáculos saindo das costas) raivoso. Mas Mav não estava aceitando os ataques pacivamente, usando só um dos braços ele respondia com os próprios socos, defendia como dava com a guarda da espada e tanta aumentar a distância pra puder usar sua espada do jeito certo.

Com cada troca de golpes eles voltavam para a posição inicial, chegando perto de mim e do Mac. Quando Mav viu o irmão, pareceu que alguma coisa acendeu dentro dele e o fez atacar com ainda mais ferocidade, não mais usando a guarda para defender os sucos e arranhões, ele agora incluiu o pomo e a guarda da espada nos ataques.

Aceitando um golpe particularmente duro na boca do estômago, Mav usou o pomo da espada pra acertar a cabeça do goblin com o força o suficiente para o pomo afundar levmente nela. Ele então tirou o pomo da cabeça e o acertou no pescoço.

De alguma forma (não sei como) Mav conseguiu enganchar a guarda na pequena depressão no crânio do goblin, e o girou. Obrigando o goblin a se afastar o suficiente para poder usar, mesmo que um pouco, a lâmina.

O goblin de pouco mais de 1 metro e quarenta, com o rosto distorcido, com vários dentes falando um olho inchado ao ponto de ficar encoberto, com uma depressão no crânio e sangue escorrendo da cabeça, nariz e boca. Mas que ainda mantinha um olhar feroz quase mainaco nos olhos, finalmente acabou morrendo ao ser decapitado pelo Mav, com um corte lateral seco e preciso.

Assim que viu o goblin cair e seu corpo sumir, a energia que mantinha Mav de pé pareceu acabar e ele desabou, só não batendo no chão por ter se apoiado na espada. Peguei a última frutinha vermelha que restava e fui em direção há ele.

O estado que ele deixou o goblin era péssimo, mas ele também não estava muito melhor. Cortes nos braços, rosto e nas penas, mesmo com a roupas era fácil imaginar que, vários dos lugares onde o goblin tinha acertado com os socos tinha (de uma forma ou outra) causado danos internos. O nariz dele estava quebrado e sangrando, um dos olhos tinha sido arranhado e pude ver marcas de mordida em uma das coxas.

'Isso deve ter acontecido antes dele jogar o goblin pela primeira vez.'

Pensei entregando o caxo de frutinhas para ele. Com a mão que usou para defender e golpear, ele as pegou de forma trêmula e com as colocou na boca.

–Espere um pouco, tenho que colocar seu nariz no lugar ou ele vai se recuperar do jeito errado.

Mav acentiu silenciosamente, não pelo seu jeito taciturno habitual, simplesmente porque estava exausto. Com cuidado eu peguei o nariz dele, o fazendo chiar pela dor, uma torção e um som molhado tipo *clongbff* eu consegui coloca-lo (ao menos esperava que sim) de volta no lugar.

Mav mastigou e engoliu as frutinhas, logo os ferimentos mais sérios pararam de sangrar. Colocando um dos braços encima do meu ombro eu levei ele até perto de Max e o coloquei ao lado do irmão.

–Falta pouco agora, pode ficar aqui e cuidar do seu irmão até acabarmos.

Outra vez por causa do cansaço ele só acentiu e recostou a cabeça na cabana caída.

Me levantei e me virei pra ver como as coisas estavam.

Anna e Cali ja estavam quase acabando com o o goblin montado no lobo branco, mas no tempo em que fiquei distraído com Max e Mav as coisas para elas começaram a ir mau.

O chefe goblin, vendo que outro subordinado estava com dificuldades escolheu ir ajudar ele e deixar o outro por sua conta. Se isso foi por confiança nas habilidades dele, ou uma decisão fria em quem teria mais chance de sobreviver, não sei dizer, mas não importava.

O chefe estava lutando contra a Cali, e Anna fazia oque podia pra desviar das mordidas e ocasionais patadas do lobo branco, enquanto desviava os golpes com lança do goblin montado. Não pensei antes de puxar corda e mandar uma das minhas melhores flechas ainda intectas para o lobo branco.

Com a habilidade [tiro certo] ativada ela foi mais rápido que qualquer um conseguia acompanhar e logo a aste apareceu agundada no olho do lobo, matando-o na hora. Isso obviamente fez o goblin montado ser arremessado.

Porém mostrando não ser igual ao primeiro goblin montado com quem lutamos, o goblin maior deu um giro no ar e atacou Anna com a lança em uma estocada rápida em pleno ar. Se aproveitando de seu tamanho Anna conseguiu desviar jogando o tronco para trás e arremessou sua faca longa em direção do goblin.

Acredito que ela tinha mirado onde seria o coração, mas acabou acertando o ombro do goblin. Oque rendeu uma careta, na face já feia da criatura. Ele arrancou a faca do ombro com os dentes e avançou pra cima da Anna.

Ela obviamente não ficou parada e recuou, e claro nem eu iria ficar parado nessa situação. Enquanto ela desviava dos ataques do goblin, eu achei a lança que ela tinha jogado antes pra me salvar. Quando vi o goblin tensionado os braços, ativando oque eu imagino que areia uma das habilidades de Aether dele, eu joguei a lança da Anna bem no caminho da lança do goblin.

Ela acertou por baixo fazendo o goblin desviar mas na medida certa para Anna pega-la e dar um contra ataque. Que ela fez com uma maestria invejável.

Deslizando para o lado esquerdo do goblin, Anna fez um rodopio de corpo inteiro junto da lança, acumulando mais força que apenas os braços dela poderiam usar. E então deu um golpe feroz na parte de trás do joelho do goblin, arrancando toda perna abaixo do mesmo.

Com um grito que quase me deu pena o goblin caiu no chão, mas ainda tentou mais um ataque desesperado balançando com uma das mãos a lança em direção a Anna. Ela fez um desvio com bloqueio, se abaixando para desviar mas colocou a parte de trás da lança acima para defender.

Assim, a força do golpe do goblin fez com que a lança da Anna fosse puxada para esquerda enquanto ela segurava a aste pela direta, perto da ponta.

Erguendo levemente uma das mãos e a fixando perto da área de impacto, ela relaxau um pouco a mão direta deixado que a força do golpe do goblin puxasse a lança para a esquerda fazendo um arco acima do seu corpo. Empurrando mais a lança do goblin para fora de sua área de controle e ataque, enquanto a dela entrava.

Com o momentum do golpe do goblin transferido para a lança da Anna, ela deslizou a lança dela por cima da lança do goblin e a desceu em direção ao pescoço do goblin no chão.

(Kaio: Ok, isso seria possível?. Normalmente falando?.

Sys: [Se não fosse usado Mana para reforçar o corpo, é provável que essa manobra teiea deslocado o ombro de Anna. Mas seria tecnicamente é possível, contudo acertar o tempo necessário para o contra ataque seria extremamente difícil])

O sangue jorrou com força mas o goblin ainda estava vivo e tentou fazer uma última resistência.

Ênfase em tentou. Estando já dentro da área de ataque perfeita, Anna preciono o ataque e com uma estocada final empalou o pescoço do goblin.

[Monstro elite, hobgoblin cavaleiro, eliminado. Expericia conjunta adquerida.]

Aguentar os golpes constantes golpes do goblin–, não, do hobgoblin cavaleiro, concerteza foi exaustivo para Anna. Ela mau conseguia se levantar depois da última estocada, se apoiando na lança e ainda assim tremendo.

Eu corri e a peguei quando ela quase caiu.

–Você foi incirvel Anna. – disse com toda sinceridade que podia, levantei ela e a levei para junto do Max e do Mav

–Mas não consegui ganhar sozinha dele, acho que eu deveria mesmo só ficar cuidando das contas em casa. – disse cansada e suando, ainda segurando firmimente a lança.

Eu parei pra pensar um pouco.

Era verdade que o jeito que ela foi criada ficar cuidando das contas da casa dela seria o melhor, tanto no sentido de lucros com as capacidades dela quanto em segurança. Mas então por que ela mesma veio aqui, por que os pais dela deixaram?.

Eu já sabia um pouco da situação da família dela com o barão mas não quis dizer nada já que ela nunca disse então deixei de lado. Mas mesmo contando com isso, ainda tinha vários pontos que não fechavam.

Outra vez olhei para a jovem nos braços, menor doque deveria para a idade dela, mas ainda estranhamente forte tanto de corpo quanto de espírito. Com uma capacidade mental parecida com de um adulto várias décadas mais velho que ela, mas ainda mantendo uma certa inocência e animação que crianças mais novas teriam.

Ela seria boa fazendo contas por trás de uma mesa, supervisionando negócios e delegando tarefas?. Sim concerteza.

Ela seria boa lutando mas linhas de frente, conseguindo produtos exóticos e estranhos por conta própria e abrdnio caminhos ainda não explorados por si mesma?. Sim concerteza.

No fim...

–Acredito que depende do que você vai querer. Você serve tanto para ficar atrás de uma mesa, cuidando das pessoas por trás quanto na frente, lutando junto delas. Aquilo que você quer fazer é vai ser o determinante no seu caso. – eu disse lembrando de tudo que já vi essa menina fazer desde que nós conhecemos.

Desde coisas idiotas como pregar peças em mim, Max e Mav (por motivos óbvios não na Cali), a discussões e pexinchas sérias com donos de lojas e outros tipos de negócios para conseguirmos equipamentos para a Provação.

Com tudo isso visto novamente fica claro que essa menina pode literalmente fazer oque ela quiser, a questão vai ser o querer dela.

Colocando ela perto do Mav, que já parecia ter recuperado um pouco de energia, eu perguntei olhando nos olhos dela.

–E então oque você Anna quer fazer?.

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